GAZETA DIGITAL

30.4.07

Crise política na Câmara Municipal de Lisboa

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Presidente da CML coloca condições para renunciar ao cargo

O presidente da Câmara de Lisboa só aceita renunciar ao cargo se houver um acordo entre todos os partidos com assento na Câmara de Lisboa. Carmona Rodrigues começou por afirmar que “não seria o primeiro a abandonar o barco”, na sequência da sua constituição como arguido no caso Bragaparques mas, após a renúncia aos seus mandatos dos vereadores do PSD, o autarca admite sair no quadro de um acordo com todos os partidos, que conduza à renúncia, em bloco, de toda a vereação e a convocação de eleições antecipadas.
O líder do PSD, Marques Mendes, que tinha afirmado não haver condições políticas para gerir com eficácia a Câmara Municipal de Lisboa, avisou publicamente os autarcas sociais-democratas de que, caso não renunciassem ao mandato, perderiam a confiança politica do partido.
Carmona Rodrigues foi ouvido no DIAP durante cinco horas, no dia 4 de Maio, e saiu na qualidade de arguido, juntando-se assim ao vice-presidente da CML, Fontão de Carvalho, independente eleito nas listas do PSD e Gabriela Seara, militante do PSD e vereadora do Urbanismo, ambos implicados neste processo. Carmona Rodrigues é suspeito dos crimes de participação económica e prevaricação, abrangidos pela lei que tutela a responsabilidade penal de titulares de cargos públicos.
O ex-presidente da CML, João Soares, já manifestou a sua disponibilidade para assumir a liderança de uma candidatura socialista, caso s e realizem eleições intercalares – uma hipótese quase certa. Entretanto, um grupo de cidadãos apoiantes de Carmona Rodrigues convocou para domingo, dia 6 de Maio, uma manifestação de apoio ao autarca, marcada para a Praça do Município, frente aos Paços do Concelho.
Entretanto, o presidente da CML deverá marcar uma reunião extraordinária da câmara para a próxima quinta-feira, na sequência de um pedido formal apresentado pelos vereadores do PSD.

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